Biografia Filipe Gonçalves Mélo.

Biografia Filipe Gonçalves Mélo.
Filipe Gonçalves Vieira Mélo.Autodidata. Pintura à óleo abstrata em vários tamanhos até 2mx3m. Desenho com pintura. Desenhos em A 4. Exposição na Mostra Morar mais por Menos RJ e Feira Reacess RJ. Entrevista na GNT. Parque das Ruínas. Santa Teresa RJ.Revista:Entender a mulher. Editora Moi SP.Exposição na morar por Menos Lagoa RJ. Correio da Manhã- Portugal. Coluna. Lídia Soares.Revista Época . Entrevista Cristiane Segatto.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Decálogo do Profissional Especializado em Autismo


 Desenho do Filipe no word paint .


1. Sentir-se ATRAÍDO PELAS DIFERENÇAS. Pensamos que ser um “aventureiro mental” ajuda a sentir-se atraído pelo desconhecido. Há pessoas que temem as diferenças, outras se sentem atraídas e querem saber mais sobre

2. TER UMA IMAGINAÇÃO VIVA!. É quase impossível compreender o que significa viver num mundo literal, ter dificuldades em ir mais além da informação recebida, amar sem uma intuição social inata. Para poder compartilhar a mente de uma pessoa autista, que padece um problema de imaginação, se deve ter, em compensação, enormes doses de IMAGINAÇÃO.

3. CAPACIDADE PARA DAR SEM OBTER A ACOSTUMADA GRADITÃO!  Se tem que ser capaz de dar sem receber muito em troca, e não sentir-se decepcionado pela falta de reciprocidade social. Com a experiência, a pessoa aprenderá a detectar formas alternativas de agradecer, e a gratidão de alguns pais muitas vezes irá recompensá-lo.

4. ESTAR DISPOSTO A ADPTAR O PRÓPRIO ESTILO NATURAL DE COMUNICAR-SE E DE  RELACIONAR-SE!. O estilo que se requer está mais ligado as necessidades da pessoa com autismo que a nosso grau espontâneo de comunicação social. Isso não é fácil de conseguir e requer muitos esforços de adaptação, mas é importante refletir acerca de quais necessidades estamos atendendo.

5. TER O VALOR DE TRABALHAR SÓ NO DESERTO!  Especialmente quando se começam a desenvolver serviços específicos em uma área. Há tão pouca gente que compreende o autismo, que um profissional motivado corre o risco de ser criticado em vez de aplaudido por seus enormes esforços. Os pais tem sofrido este tipo de críticas anteriormente, por exemplo quando escutam coisas como “todo o que ele necessita é disciplina", "se fosse meu filho....", etc.

6. NÃO ESTAR NUNCA SATISFEITO COM O NÍVEL DE CONHECIMENTO PRÓPRIOS!  Aprender sobre o autismo e sobre as estratégias educativas mais adequadas é um processo contínuo, já que o conhecimento em ambos campos evolui continuamente. A formação em autismo nunca se acaba e o profissional que crê que já a tem, em verdade a “perde".

7. ACEITAR O FATO DE QUE CADA PEQUENO AVANÇO TRAZ CONSIGO UM NOVO PROBLEMA.  A gente tem tendência a abandonar as palavras cruzadas se não podemos resolvê-las. Isso é impossível no autismo. Uma vez que se começa, se sabe que o trabalho de "detetive" nunca se acaba.

8. DISPOR DE CAPACIDADES PEDAGÓGICAS  E ANÁLITICAS EXTRAORDINÁRIAS! O profissional tem que avançar pouco a pouco e utilizar suportes visuais de maneira muito individualizada. Há que realizar avaliações com tanta frequência que deve adaptar-se constantemente.

9. ESTAR PREPARADO PARA TRABALHAR EM EQUIPE!  Devido a necessidade de uma aproximação coerente e coordenada, todos os profissionais devem estar informados dos esforços dos demais, assim como dos níveis de ajuda proporcionados. Isto inclui aos pais, especialmente quando a criança é pequena.

10. HUMILDADE! Alguém pode chegar a ser “especialista” em autismo no general, mas os pais são especialistas sobre seu próprio filho e se deve ter em conta sua experiência e conhecimento. Em autismo não se necessitam profissionais que queiram permanecer em seu “pedestal”. Quando se colabora com os pais é importante falar dos êxitos, mas também admitir os fracassos ("por favor, ajuda-me"). Os pais também tem que saber que o especialista em autismo não é um deus.

HAVERÁ PESSOAS QUE PENSARÃO QUE FALTA A PALAVRA AMOR NESTA LISTA ... O amor desde logo é essencial, mas como já disse um pai, o amor não é uma cura milagrosa. Os pais e os profissionais que confiam demasiado no efeito do amor, podem decepcionar-se. Se a criança não faz suficientes progressos, é porque não recebeu suficiente amor? Embora a tenhamos amado o suficiente, mas não há aceitado todo este amor... Este tipo de atitudes são destrutivas e creiam um abismo justamente ali onde o que se necessita é uma colaboração ótima.

Fonte: http://http://www.deletrea.com/