Biografia Filipe Gonçalves Mélo.

Biografia Filipe Gonçalves Mélo.
Filipe Gonçalves Vieira Mélo.Autodidata. Pintura à óleo abstrata em vários tamanhos até 2mx3m. Desenho com pintura. Desenhos em A 4. Exposição na Mostra Morar mais por Menos RJ e Feira Reacess RJ. Entrevista na GNT. Parque das Ruínas. Santa Teresa RJ.Revista:Entender a mulher. Editora Moi SP.Exposição na morar por Menos Lagoa RJ. Correio da Manhã- Portugal. Coluna. Lídia Soares.Revista Época . Entrevista Cristiane Segatto.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Jornalistas que querem falar de autismo, deveriam falar dos mais severos , estes é que são mais preocupantes e paralizantes, falar de autistas de alto desempenho banaliza e anula a classe de autistas que estão sofrendo em silêncio.

Sabe , toda vez que vejo uma reportagem de autistas, noto uma tendência jornalistica muito preocupante. A maioria fala de autistas que tem bom desempenho, que fazem alguma atividade e até faculdade.Glamorizam as reportagens. Nada contra , pelo amor de Deus, mas é preciso alertar. Este tipo de reportagem encobre a real face do autismo clássico , muitas vezes grave e incapacitante.A maioria destes autistas são de familia humilde , sem recurso para trata-los ou  entende-los.
 E assim os governos e sociedade minimizam o autismo, talvez achando até uma excentricidade e ele vai passando desapercebido....E aí ninguém sente culpa.
No entanto os muitos afetados pelo autismo clássico e cada um é ímpar, vai sofrendo calado e as familias junto com eles. Muitos não saem de casa. Alguns até mesmo encarcerados para ser contido e para que não se machuquem. E pasmem, alguns são apenas CRIANÇAS!
E todo mundo sabe o quanto a criança é INDEFESA!
Voce não considera crime de tortura deixar estes autistas orfãos e doentes neste estado? Sem ajuda?
Então jornalistas, procurem estes autistas e estas familias e mostrem seu dia a dia , sua realidade. Fiquem com os pais 24 horas como num realty show e aí voces vão ver a realidade do autismo, vão conhece-los na sua íntegra. Se precisar de conhecer alguma familia, pode me contatar, eu conheço algumas e me sinto um verme por não poder ajudar.
Por favor jornalistas, voces que tem a voz que grita mais alto num país, denunciem e escutem  o pedido silencioso dos dos olhos dos autistas graves e clássicos, porque muitos nao sabem nem sequer falar. Seja voce Jornalista a voz que cala, a voz que sofre  na Imprensa. Sensibilizem a mãe mais forte do Brasil Dilma Roussef para tenham Tratamento digno. Fazer isso é humanitário!

Ray Gonçalves Mélo, mãe de um autista clássico, dependente dos pais de 29 anos.

4 comentários:

  1. Querida Ray
    Falar de autismo de alto funcionamento, não é banalizar o autismo, embora eu compreenda o teu ponto de vista e nem dúvido que seja muito mais dificíl comunicar com um individuo que não tem linguagem verbal do que um que tenha oralidade.
    Mas esse tem oralidade, também não tem capacidade de ser independente e pode até ter muitos conhecimentos e não saber aplica-los na prática, e até ser muito menos autónomo e capaz de viver em sociedade do que aquele que tem autismo clássico.
    O autismo não é um todo deve se dar conhecimento de todo leque que está no espetro e que é demasiado variável, e não pensem que por ser de alto funcionamento tem a vida facilitada que não têm, precisam de apoio sempre, a parte social e da comunicação é afectada.
    E é muito mais mal visto um menino que pode olhar para ti dizer és gorda se de facto fores, que tens mau hálito se tiveres, que disseste mal da vizinha rsss , ou que não te responda quando lhe fazes uma pergunta, etc ,do que aquele que não diz nada .
    Acho bem que se fale em todos os casos, claro que à uma têndencia para o embelezamento e isso deve se aos próprios pais que mediante tanta pureza, os tratam como anjos.
    Não leves a mal, mas falo sempre o que penso.
    A moeda tem sempre duas faces :)
    Beijinhos para ti e Felipe

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  2. Oi Mina, querida só agora vi seu comentário, porque agora que cheguei do meu trabalho de florista.
    Mina , quando a gente dá a nossa opinião e claro que do outro lado nem sempre pensa como nós. E é o seu caso que tem um filho com asperger, o qual sabes muito bem que tenho respeito, muita admiração e carinho. Mas não estou aqui falando mal dos aspies, longe de mim.Sei das dificuldades de interação deles, mas sei que são muito mais capazes intelectualmente que os clássicos.
    Falo da glamuralização do autismo, que de fato pertence a classe dos aspergers e não do autista clássico, aquele que que vive a beira de um isolamento total, aqueles que mesmo adultos usam fraldas,que vivem encarcerados, que não tem escola , porque não conseguem nem sequer se socializar para sair de casa. E destes pouco se fala . É isso que quis dizer, para estes são o meu post, estes ignorados pela mídia.Falar de autistas que fazem algo é fácil, quero ver falar daquele que nada faz, não porque não quer, mas porque nele o autismo é muito mais grave. E e para estes a pesquisa de Alysson Muotri, para ajuda-los à serem mais indepedentes.Voce pode dizer quem vai garantir isso? Respndo a ciência. Alysson mostrou na pesquisa que possível reverter o autismo no neurônio.Porque não posso acreditar nisso> Se a própria classe ciêntifica reconheceu isso. Nínguém veio na mídia falar que isso não foi real.Claro que para a cura ainda há de se pesquisar. Para quem não quer para os seu filhos a evolução da ciência, o que se pode fazer? Respeitar , nada mais.....( respondo aqui a teu comentario de cima)
    E quanto aquele que sabe dizer claramente que a pessoa é gorda,quando ela é, que tens mal hálito, ou se passa por mal educado quando he fazem uma pergunta é considerado, por muitos sem educação, Excêntrico mas te garanto que é pior não saber falar nada...
    Desculpa amiga, mas eu também sou sincera, quando não se fala de um assunto de forma abrangente, para mim é banalizar sim, encobrir a real face do autismo.Falar do que é mais positivo no autismo,prejudica o próprio aspie, porque dá impressão que ele não precisa de ajuda. Mostrar os dois lados, não os separando, lado bom e pouco lado mal do autismo, me preocupa.
    Enfim esta é a minha opinião,e voce tem a sua, não é por isso que vamos brigar não é amiga? Gosto muito de voce e de Bruno e prezo muito sua amizade , para que fique chateada com sua opinião. Fale sempre que quiser, pois será sempre bem vinda! Beijinhos. Ray

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  3. Amiga Ray
    Não vamos ficar chateadas por ter opiniões diferentes :), se fosse o contrário é que seria falso, se temos filhos diferentes , experiências diferentes e direito de pensar de forma diferente, sem que isso implique falta de respeito pelo pensar de cada uma nós.
    E compreendo muito bem o teu lado, e também fico com a pulga atrás da orelha quando relacionam os Asperger com os génios e até lhe dão nomes aquelas celeberidades eu própria o faço, e novo DMSV, tudo aponta para que vá deixar de estar comtemplada a Síndrome de Asperger.
    Os tais génios até podem ter dificuldades de comunicação e socialização, mas desde que se bastem a si próprios, não vejo o porquê do rótulo, esses é que podem ser excentricos, agora os autistas de alto funcionamento não sabem usar os conhecimentos que até podem ter imensos , mas precisam sempre de uma "muleta", para os orientar ,e não sobrevivem sózinhos no mundo, e nem a linguagem oral lhes serve para comunicar, nem as pessoas na generalidade os entendem.
    Cada uma de nós conhece melhor o seu caso pessoal e muitas das vezes é nele que nos baseamos ,o que é normal.
    Mas também conheço outros casos ,e mesmo de autismo clássico na familía, também privei de perto e não menosprezo o vosso empenho e dificuldade, e desse ponto de vista até me sinto uma previligiada, o que não quer dizer que seja a "pilula dourada", também não é fácil as obssessões as repetições contínuas o ser adulto e ter comportamentos de criança e ingenuiedade e tudo isso por detrás de uma aparente normalidade, desvirtuada pelos comportamentos estereotipados etc
    Quanto à cura tão ambicionada, não descuro agora não posso generalizar até porque são muitos os fatores que regulam o comportamento autista, e a ser possível será alguns casos.
    Penso que mais importante do estar-mos de acordo é partilha de casos diferentes com verdade. O que não implica falta de amizade, gostamos muito de vocês e assim continuaremos.
    beijinhos para ti e Felipe a voar até ao Rio de Janeiro ,e continua lindo :)

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  4. Mina querida, não se preocupe eu jamais ia ficar chateada com voce e vejo nem voce comigo, porque nossa amizade está acima de tudo.
    Nossas opiniões sao diferentes porque temos filhos com autismo dos dois extremos. Um clássico e o outro asperger. Duas Experiencias no expectro. Duas mães,que lutam buscando explicação, aceitaçao e solução para o autismo de nossos filhos. É na dificuldade deles que damos nosso sangue para ajuda-los.
    Eu brasileira e voce, portuguesa. Irmadas pela ocupação dos portugueses no Brasil, quase iguais se não fôsse o grito de Independência de Dom Pedro.
    Penso eu me perdoe a presunção, que que ao ficar independentes e ao nos misturarmos a todas as raças, tenhamos em nosso DNA esta coisa de sempre acreditar que vai dar certo,de divergir da opinião pessimista, mesmo todo mundo achando que vá dar errado.
    Por isso tivemos no poder um Presidente não intectualiazado que errou muito , mas chegou lá por acreditar que podia ser Presidente.
    Embora não tivesse faculdade e sendo um operário.
    Talvez eu esteja sonhando, mas confesso acreditando no cientista Alysson Muotri. Converso com ele e vejo esse acreditar tupiniquim, esse acreditar que muita gente não acredita, mas que pode fazer um gol no último minuto da partida. Falo isso porque é assim vemos uma partida de futebol, esperança de gol no último minuto.
    Este jeito de pensar nosso, creio ser ímpar, é o jeito do nosso brasileiro , biologo, cientista , professor em uma universidade da Califórnia, surfista, Alysson Muotri.
    Foi assim, trabalhando muito que chegou a esta etapa privilegiada na pesquisa do autismo.Com ele tem outros brasileiros e cientistas de outros países trabalhando nisso, cada um com seu sonho idealizado na crença de poder achar a cura do autismo.
    O autismo é muito intrigante mas parece que se descobrir a cura dele poderá também descobrir a cura de outras enfermidades da mente. É um caminho longo, mas este caminho já tem horizonte.
    Até 2010 eu pensava ser muito dificil , mas depois da pesquisa do Alysson fiquei esperançosa. Só tenho um receio : Das pessoas cobrarem isso dele todo minuto. Ele precisa de calma e tempo.É humano.Podemos ajuda-lo incentivando não cobrando.
    É isso querida amiga que queria que compartilhasse comigo, esta esperança,o que é a vida sem esperança? Sem objetivos?
    Voce é muito inteligente Mina, uma mãe ímpar que se destaca na luta por Bruno, que o socializa e prepara paa ser ele mesmo. Te admiro muito e gosto muito das tuas explanações, aprendo muito contigo e sempre vou estar contigo. Um Bom domingo , beijo no Bruno e se falei algo desvantajoso. Perdoa viu?
    Um beijo de Filipe e Ray.



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